COLÉGIO
DOM HÉLDER CÂMARA
Profª:
Bárbara Bianca BIOLOGIA 2º Ano Turmas: 2001 / 2002 / 2003
Fotossíntese é o processo
biológico pelo qual as plantas portadoras de pigmentos capazes de absorver a
energia do Sol convertem o gás carbônico e a água em
substâncias orgânicas e oxigênio.
Dos compostos
orgânicos elaborados pela fotossíntese:
a)
parte é empregada na organização do próprio vegetal;
b)
parte é metabolizada e libera a energia indispensável à manutenção das
atividades da planta, através das reações de respiração e fermentação;
c)
parte é consumida como alimento pelos animais;
d)
parte é decomposta pela ação de microorganismos; e
e)
parte passa a se fossilizar, podendo, no futuro, servir como combustível.
O
oxigênio liberado pela fotossíntese é usado na respiração da grande maioria dos
seres vivos. Certas bactérias e fungos, através da quimiossíntese, também
sintetizam matéria orgânica.
O
processo da fotossíntese pode ser resumido na seguinte equação química:
![]() |
Observação: a fórmula entre parênteses não representa uma molécula, mas apenas um grupamento de átomos que pode ser parte de uma estrutura maior. Assim, (CH2O) simboliza os carboidratos em geral.
A fotossíntese pode ser dividida em duas
fases: a fase de claro (ou fotoquímica) e a fase de escuro (ou enzimática).
1. A fase de claro
Nesta fase ocorrem
duas reações que dependem da presença de luz: a quebra da água em
oxigênio e hidrogênio (fotólise da água) e a transformação de ADP + P em ATP (fotofosforilação).
A fase de claro ocorre nas lamelas dos cloroplastos.
Na fotólise, as moléculas de água se quebram, com a ação da luz, em hidrogênio e hidroxila (OH). O hidrogênio é capturado por moléculas de uma substância chamada NADP (nicotinamida adenina dinucleotídeo fosfato) originando NADPH2. As hidroxilas reagem entre si formando água.
Na fotofosforilação o ADP liga-se a um átomo de fosfato (P) através da ação da clorofila na presença de luz.
Na fotólise, as moléculas de água se quebram, com a ação da luz, em hidrogênio e hidroxila (OH). O hidrogênio é capturado por moléculas de uma substância chamada NADP (nicotinamida adenina dinucleotídeo fosfato) originando NADPH2. As hidroxilas reagem entre si formando água.
Na fotofosforilação o ADP liga-se a um átomo de fosfato (P) através da ação da clorofila na presença de luz.
2.
A
fase de escuro
Nesta fase as reações
não dependem de energia luminosa. Podem ocorrer tanto na presença quanto na
ausência de luz e acontecem no estroma do cloroplasto. Nela ocorre a redução do
gás carbônico (CO2), capturado do
ambiente, em açúcar. A redução do CO2 ocorre
através da ação do NADPH2 e
da energia do ATP, ambos produzidos durante a
fase de claro.
As
fases da fotossíntese podem ser resumidas através do seguinte esquema:
![]() |
O gás
carbônico e a água, à custa da clorofila e da energia solar, são,
na planta, convertidos em carboidratos, com liberação de oxigênio. Grandes
quantidades de gás carbônico, resultantes da respiração dos animais e das
próprias plantas, da fermentação dos microorganismos e de todas as combustões
ocorridas na Terra, se transformam em igual volume de oxigênio.

Respiração celular
A respiração celular
ou simplesmente respiração pode ser definida como o processo por meio do qual
são produzidas moléculas de ATP. No percurso, determinadas moléculas são
oxidadas e o aceptor final de elétrons é, quase sempre, uma molécula
inorgânica. Na respiração aeróbica o aceptor final de elétrons é o oxigênio; na
respiração anaeróbica, o aceptor final é uma molécula inorgânica que não o
oxigênio molecular, ou, mais raramente, uma molécula orgânica.
A molécula comumente
oxidada durante a respiração celular é a glicose. Essa oxidação pode ser
completa, nesse caso resultando na liberação de água e CO2, assim como na
produção de um número máximo de moléculas de ATP.
A degradação completa
da glicose ocorre em duas etapas, uma no citoplasma e outra na mitocôndria.
A equação química que
representa a respiração é o inverso da equação da fotossíntese:
C6H12O6
+ 6 O2 6H2O + 6 CO2 + energia
Nem toda energia
presente na molécula de glicose é aproveitada, pois parte dela é perdida na
forma de calor.
Respiração Aeróbica
A respiração aeróbica
é dividida em quatro etapas:
· Glicólise: nesta etapa a glicose é desdobrada em duas
moléculas de piruvato (forma oxidada do ácido pirúvico) com formação de ATP e
NADH + H+.
· Oxidação do piruvato: As duas moléculas de piruvato geradas
no citoplasma passam para o interior da mitocôndrias, onde serão oxidadas e
descarboxiladas, transformando-se em acetil-coenzima A
(acetil-CoA). Essas reações geram duas moléculas de CO2 e duas moléculas de
NADH e H+.
· Ciclo de Krebs : O ciclo de Krebs ocorre na matriz
mitocondrial, onde ocorre a oxidação do grupo acetil das moléculas de
acetil-CoA .e produz por ciclo, 3 NADH + H+, 1 FADH2, 2
CO2 e 1 GTP (guanosina trifosfato)
· Cadeia respiratória: essa etapa ocorre nas cristas
mitocôndrias. OS compostosintermediários produzidos durante a degradação da
glicose transferem os íons H+ para o NAD e o FAD, que originam NADH + H+
e FADH2. O NADH transfere elétrons para a coenzima Q (ubiquinona)
que os repassa para os citocromos e, finalmente para o oxigênio que reage com
dois ions H+ para formar água.
Respiração Anaeróbica
Na respiração
anaeróbica o aceptor final de elétrons é uma molécula inorgânica diferente do
oxigênio. Algumas bactérias, por exemplo, utilizam como aceptor o íon nitrato
(NO3-), enquanto outras utilizam o íon sulfato ( SO42-).
A quantidade de moléculas de ATP
produzida na respiração aeróbica é variável. Ela é sempre superior a quantidade
de moléculas de ATP produzidas na fermentação, mas menor à quantidade produzida
na respiração aeróbica. É por isso que os seres anaeróbicos tendem a crescer
mais lentamente que os seres aeróbicos.
Processo
de produção de energia
|
Condições
de crescimento
|
Aceptor
final de hidrogênio (elétrons)
|
Moléculas
de ATP produzidas por moléculas de glicose.
|
Respiração aeróbica
|
aeróbica
|
Oxigênio molecular
|
30 ou 32
|
Respiração anaeróbica
|
anaeróbica
|
Geralmente usa substância inorgânica que
não o oxigênio
|
Variável (menor que 32 porém maior que 2)
|
Fermentação
|
Aeróbica ou anaeróbica
|
Uma molécula orgânica
|
2
|
Fermentação
Qualquer processo
metabólico que libere energia de um açúcar ou outra molécula orgânica, não
requer oxigênio ou sistema transportador de elétrons e usa uma molécula
orgânica como aceptor final de elétrons.
Ao contrário da
respiração celular, a fermentação é um processo que envolve apenas uma
degradação parcial da glicose no citoplasma, em condições de anaerobiose. Primeiramente
ocorre a glicólise que gera 2 ATP e depois a fermentação, que consiste na
redução de piruvato pelos íons H+ gerados na própria glicolise, com ou sem
liberação de CO2.
A fermentação usada
pela industria de bebidas e de vários alimentos, como pães e bolos, é a
fermentação alcoólica.
Em condições de exercício intenso, o gás
oxigênio obtido pela respiração pulmonar pode ser insuficiente para suprir as
necessidades das células musculares no trabalho de obter energia a partir da
respiração celular.
No
entanto, mesmo na ausência de gás oxigênio, as células musculares podem
realizar a liberação da energia disponível na glicose, levando à formação de
moléculas de ATP, ainda que em menor quantidade.
Nessas condições, as células musculares realizam a fermentação láctica, processo que é praticamente
idêntico à glicólise, com a diferença de que o ácido pirúvico é transformado em
ácido láctico, com a formação de 2 ATPs:
C6H12O6 - glicose, ADP - difosfato de adenosina e Pi -
fósforo inorgânico; C3H6O3 - ácido láctico e ATP- trifosfato de
adenosina.
A
fermentação láctica também é realizada por outros seres vivos, como alguns
fungos e protozoários, além de certas bactérias, como as do gênero
Lactobacillus, que fermentam o leite.
Há outro tipo de fermentação, realizado por certos fungos, como as leveduras (Saccharomyces cerevisae), que podem viver em ausência do gás oxigênio: a fermentação alcoólica, em que o ácido pirúvico é transformado em gás carbônico e etanol (ou álcool etílico), com o mesmo rendimento de 2 ATPs:
C2H5OH - etanol ou álcool
etílico


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